Dava quase!, quase tudo por um pedaço dessa tua eternidade que tanto te invejo! Andas pelo mundo com aparência de quem tudo tem e nada teme, e o tempo vai passando, mas não para ti que continuas preso no mesmo momento de á momentos atrás, o mesmo instante que não muda, não se transforma, permanece imóvel e estático, e tu não dás por isso, não dás mostras de ponta de aborrecimento!, apenas sorris, daí do teu alto canto, um sorriso tímido e alegre, com um pouco de cor, dum vermelho esboçado que à muito já se apagara no tempo.
(ana vinhas, 8-4-2009)
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